sabe o menino que eu falei do 3º ano que falava inglês fluente e talz. então. ele nunca fez curso, nem viajou pras estranjas e nem nada disso. ele é autodidata de tudo. aprendeu a língua lendo, ouvindo música e vendo filmes.
segundo a professora dele, que é uma pessoa muito bem informada, que viaja todo ano e lê prá caramba, tem dias que ele fala com ela sobre livros ou filmes que ela nunca viu. e ele entende também de física, química, matemática, sem contar no conhecimento histórico e geográfico mundial. tudo sozinho!
agora vem a parte legal. como (dizem) costuma acontecer com os autodidatas, ele não gosta de registrar o que o professor fala na aula, escrever não é com ele. só escreve se for algo que lhe interessa (eu tenho um caso parecido em minha sala, um garotinho de 8 anos, mas isso é outra história) e, lógicamente, seus cadernos não são aquela maravilha toda e sabem o resultado disso? pasmem! ele tira algumas notas vermelhas por causa de não ter o caderninho em dia e de não entregar trabalhinhos escritos sobre assuntos que ele domina, e muito bem.
gente, ensino médio! terceiro ano! eu não fico indignada. eu fico é triste. quando é que vai ser diferente? por favor, me digam que ainda existe esperança.
ah, e prá meu orgulho, ele também escolheu letras. quer ensinar outros jovens. um fofo.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
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3 comentários:
eibe, que coisa mais linda essa história!
e nm é? eu fiquei abobalhada.
cheiro, frô.
Existe esperança.
Nas próximas eleições eleja candidatos que vejam a educação não como material de conveniências ou como argamassa da demagogia 'libertária', ou ainda como índice burocrático para organismos internacionais avaliarem em seus rankings, mas que a vejam como instrumento de lapidação do indivíduo enquanto cidadão que vive, sonha, sofre e almeja deixar sua marca na humanidade...
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